sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vigilâmbulo Caolho estreia peça WOYZECK, dias 13 e 14 de Setembro no AMAC, Barreiro



O Colectivo Vigilâmbulo Caolho tem o prazer de informar que a peça WOYZECk, já tem estreia marcada nos dias 13 e 14 de Setembro, no Auditório Municipal Augusto Cabrita. 

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A Noite (2012)



"Depois de ter feito jornais, escreveu sobre eles. Foi em "A Noite", a primeira obra dramática de Saramago que o escritor dedica a Luzia Maria Martins, a pessoa que o "achou capaz de escrever uma peça". Seria mesmo. A noite de que se fala nesta peça ficou para história: de 24 para 25 de Abril. A acção passa-se na redacção de um jornal em Lisboa e o autor avisa: "Qualquer semelhança com personagens da vida real e seus ditos e feitos é pura coincidência. Evidentemente." Nem outra coisa seria de esperar. A ironia passa também pela história desta noite em que administradores e redactores entram em conflito. Uns a gritar que a máquina "há-de parar" e outros a defender que ela "há-de andar". Quando o escreveu, Saramago já sabia que, para o bem e para o mal, a máquina tinha continuado a andar. "A Noite" chegou aos palcos em Maio de 1979 pelo Grupo de Teatro de Campolide. Com encenação de Joaquim Benite e direcção musical de Carlos Paredes, a peça contava, entre outros, com a participação de António Assunção no papel do chefe de redacção Abílio Valadares." (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)



FICHA TÉCNICA
A Noite, de, José Saramago | Encenação: Júlio Mesquita | Elenco: Ana Encarnação, António Montemor, Cláudio Fernandes, Faustno Alves, Helena Henriques, Hugo Baptsta, João Cardoso, Júlio Mesquita, Mauro Hermínio,
Miguel Carvalho, Miguel Pina, Nuno Capela, Nuno Pereira, Paulo Concruta, Pedro Louro, Pedro Santos, Rita Aguiar | Sonoplastia: Tiago Sousa e André Carapinha | Técnico de Palco: João Fernandes | Produção: Sílvia de Sousa | Uma Produção Vigilâmbulo Caolho/ 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Nobreza de Espírito (2011/2012)







A partir de um original de Rob Riemen, “Nobreza de Espírito”, a peça tenta levar-nos para o “mundo do Eu”. O texto original surge das raízes da filosofia: Goethe, Espinosa, Nietzsche, entre outros, que constituem as referências centrais. De uma forma indirecta, e por isso, necessariamente estética, a peça transformou o texto original numa tentativa de abordar a relação do “Eu” com a nossa acção para a Sociedade. A peça pretende fazer-nos acreditar no “nosso Eu”. Mas para acreditar, para viver mesmo, talvez tenhamos de “morrer”, como escreve Giorgio Bassani em “O Jardim dos Finzi-Contini” - “Se queres entender, entender realmente, como as coisas são neste mundo, tens de morrer pelo menos uma vez. E como essa é a lei, é melhor que morras enquanto és novo, enquanto ainda tens tempo para recuperares e começar de novo.” Depois de “morrermos”, passamos a ter novas orientações e somos levados a um fresh thinking sem moralismo. Esta peça é uma tentativa de despertar consciências e mobilizar os espectadores para a acção, para a diferença, para o activismo; mas com estética, fiéis à nossa essência, conscientes da nossa realidade e movidos por causas verdadeiramente nossas.

ficha técnica

A partir de “Nobreza de Espírito,” Rob Riemen | Proposta: Jorge Salvador | Saleph | Fragmentos de Textos: Fernando Pessoa | Textos Originais: Sofia Amaro e Jorge Salvador | Direção Artística: Júlio Mesquita |Ator: Júlio Mesquita | D. Gráfico: Miguel Carvalho | Registo de Imagens: Jorge Pedro | Vídeo: Luís Fernandes | Música Original: Christophe Dupont | Produção Executiva: João Fernandes| Assistente de Produção: Ana Tadeu e Renata Amaro| uma produção Vigilâmbulo Caolho/ 2012

Tudo se me tornou insuportável (2011)


Um actor diz textos do Livro do Desassossego de Fernando Pessoa, em permanente diálogo com a música e a imagem. Uma experiência que submerge o espectador no peculiar mundo que o texto nos revela, e ao qual, afinal, todos pertencemos.
Ao longo de cerca de 40 minutos de espectáculo, o actor percorre alguns dos textos mais marcantes da obra. A densidade da música, interpretada ao vivo através de baixo e electrónica, e a profundidade do vídeo, vão acentuado a sensação de desconforto e de absurdo, da ausência de sentido para a vida, da irrelevância das pequenas questões de todos os dias, que insistem em povoar as nossas cabeças.
Também é uma Lisboa em canícula que nos surge em vídeo, habitada pelo fantasma de Fernando Pessoa num verão insuportavelmente quente, e num contraste permanente o seu lado aprazível e o seu carácter violento, feito daquela violência surda que habita em todos nós.

domingo, 17 de julho de 2011

O Armário (2004)



Debaixo da Cidade (2005)






















By portuguese author Gonçalo M. Tavares, the text is a research on Beckett's last texts, where the character questions it's identity, body and surrounding space through language.
There was a distribution of the characters speech for four voices, three performing live and one recorded. The set design referred to an abandoned house, where the objects are covered with sheets, as bodies in sleep. During the performance, the actors would lye under the structure, reading from there, interacting with the off-voice and subtly moving the structure around.


With Vigilâmbulo Caolho.


 

País Imaginário (2005)
























The monologue explored my personal vision of the political social-contract and national identity. I have also performed, proposing the fundamental aesthetic issues: artificiality through immobility, performer's presence and interacting through fake eyes, painted over the eyebrows, like the living statues in the street. This image synthesized readings on E.G.Craig and Kantor.

With Vigilâmbulo Caolho.



País Imaginário